“O Casamento é uma instituição moderníssima.
Hoje nada mais obriga duas pessoas a estarem juntas, a não ser o amor.”
Wagner Moura
Hoje não existem mais casamentos acordados, as mulheres não são obrigadas a se
casarem cedo, porque o destino dela é procriar e dar herdeiros aos homens. A
submissão imposta, de muito tempo atrás, já não mais nos pertence, e só é
submissa a mulher que deseja ser.
As pessoas se casam por livre e espontânea vontade, salvo em algumas culturas, que
o casamento arranjado ainda sobrevive e em alguns casos em que os pais obrigam
as filhas a se casarem, por religião ou porque ficaram grávidas antes da hora.
Mas com o
amor, o relacionamento e, principalmente, o casamento tão banalizados hoje em
dia, ficou ainda mais difícil ver uma família grande, unida, onde os pais completam
bodas.
Ninguém mais
tem paciência e todo mundo ama todo mundo num segundo, e no outro já não amam
mais.
Por isso os
casamentos não perduram. O amor nunca é forte o suficiente para servir de
armadura para as grandes/pequenas desavenças do dia-a-dia.
Já não nos é
obvio, que os dois são diferentes, que cada um tem um jeito de comer, de
dormir, de agir, de falar? Sim, porque ninguém é igual a ninguém.
Nós podemos
ter semelhanças uns com os outros, o mesmo gosto musical, ou o mesmo estilo de
vida, mas nunca seremos totalmente iguais. As diferenças nos fazem autênticos, mas,
com a convivência, pequenas coisas se tornam o fim do mundo (na nossa cabeça).
A gente casa
dizendo que o amor tudo suporta, e na primeira toalha deixada encima da cama,
queremos o divorcio.
O amor é tão
frágil assim?
Sempre que
vejo casais jovens, que têm mais de 5 anos de casados, felizes, unidos,
parceiros, que continuam se comportando
como se fossem namorados, me emociono.
Mas, para
não ser de todo pessimista, de uns tempos pra cá tenho notado um grande número
de casamentos se iniciando, de jovens esperançosos e cheios de amor! Parece que
ainda há esperança para o amor, para o respeito, para a família.
As mulheres,
em sua maioria, sempre quiseram casar. Já os homens sempre relutaram à ideia.
Mas hoje em
dia tenho visto muitos homens sentindo falta de alguém pra dividir sua vida, de
uma companheira para envelhecer ao seu lado.
Talvez os
homens estejam, mesmo, evoluindo emocionalmente.
Acredito
muito no casamento. No respeito mútuo. Assim como acredito que o respeito aos
pais deve vir em primeiro lugar na sua vida e é com esse princípio que você aprende
a valorizar as pessoas... aquelas que merecem, pelo menos.
Nenhum casamento
é perfeito, só alegria, até porque nem a vida de solteiro é perfeita, nem o
namoro.
O casamento
é apenas uma nova fase da sua vida, por isso que você precisa estar maduro o
suficiente, ou pelo menos um pouco, para que consiga passar por ela.
Nele você
aprende a ser menos egoísta, a respeitar as diferenças do próximo.
Existem seus
momentos caóticos, porque quando duas pessoas se juntam, dobram-se os
problemas. O que é dele é meu, o que é meu é dele... Duplicam as
responsabilidades. E, muitas das vezes, estas tendem a pesar mais para um lado
do que para o outro. Mas a conversa é a base do entendimento entre pessoas. Sem
conversa não tem acordo, por isso aprendemos (com o tempo) a conversar e
resolver nossos problemas como adultos.
É uma
delícia você ter alguém que te receba todas as noites, depois de um dia cheio
de trabalho. Ter alguém que ouça suas lamentações e que incentive suas loucuras.
Alguém que
faça carinho para você dormir, quando está com dor de cabeça ou que te agarre
quando você está com tesão.
Ah! É só não deixar cair na rotina... Os dois precisam trabalhar para renovarem o relacionamento a cada dia.
Gestos simples, como um "eu te amo" inesperado ou uma mudança do itinerário rotineiro, já fazem toda a diferença!
Casar é muito bom e não é ultrapassado.